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Áudio 21.08.2006
Enviar este artigo Sonar no auge a 64   Depois de termos analisado as versões 2.2 e 3.1, chegou o momento de revisitarmos o Sonar, agora em sua versão 5, e prestarmos conta da evolução desse excelente seqüenciador MIDI/áudio, que pode perfeitamente se enquadrar na categoria das estações de trabalho para áudio digital, em paralelo com programas como o Logic Pro, o Cubase SX3 e o Digital Performer (seus concorrentes mais diretos), mas também com programas como o Nuendo, o Pro Tools e o Samplitude.  

Nesse tempo, a Cakewalk lançou a versão 4 e depois a versão 5. As mudanças não serão extraordinárias (seria difícil acrescentar algo de absolutamente transcendente num pacote tão completo quanto já era o Sonar v3.1 Producer), mas ainda assim temos uma boa dose de novidades, sobretudo em instrumentos virtuais, campo no qual o Sonar mais tem sofrido alterações, mas também nas ferramentas e na arquitetura interna. Perderam-se algumas coisas pelo caminho, ganharam-se outras, mas, no geral, essa versão 5 é um produto muito equilibrado e com uma enorme dose de ferramentas de superior qualidade. O grafismo, que havia sofrido alterações notórias desde a versão 3, mantém, no essencial, seu aspecto, com exceção da mesa de mistura virtual, que ficou ainda mais refinada, e é agora uma mesa de mistura verdadeiramente profissional.

O que há de novo

Como dissemos, o Sonar mantém, no essencial, o que já vinha da versão 3. No entanto, internamente, o programa sofreu algumas alterações de arquitetura, que o posicionam como um programa de vanguarda e preparado já para o futuro. Assim, essa versão 5 vem dotada de uma arquitetura de 64 bit, acessível mesmo em computadores com sistemas operacionais de 32 bit, como é o caso de nosso Windows XP. Esse motor de áudio de 64 bit, incrementado ainda com processamento de 32 bit de vírgula flutuante de dupla precisão, dá ao Sonar uma melhor capacidade em termos de mistura, o que resultará, teoricamente, em áudio de melhor qualidade, genericamente falando. Apesar de trabalharmos em 64 bit, a rotina BitBridge permite usar todos os plug-ins de 32 bit.

Além disso, o Sonar 5 suporta surround até 7.1, uma aquisição que já vem da versão 4; mas, como estamos relatando as diferenças partindo da versão 3, é necessário que se mencione esse fato, muito importante sobretudo para os produtores de trilha sonoras. Como o Sonar é capaz de usar diversas interfaces de áudio simultaneamente, podemos mesmo criar auxiliares que enviam para uma saída estéreo e outros que enviam o mesmo áudio para mistura surround 5.1, tudo simultaneamente. Tamanha flexibilidade não é possível, tanto quanto sabemos, em mais nenhum programa de áudio, e o fato de podermos realizar isso no Sonar 5 não deixa de constituir um feito notável. Tal como no caso dos 64 bit, também aqui temos uma rotina SurroundBridge que permite usar plug-ins estéreo em ambiente surround.

Por outro lado, a oferta de plug-ins de processamento é quase suntuosa. Já havíamos citado, quando da análise da versão 3, a presença do pacote Sonitus:fx, um pacote notável que a Cakewalk tem desenvolvido. Esse pacote fornece o processamento básico – compressor e multicompressor, equalizador, delay, gate, modulador, phaser, reverb e wah-wah. Além disso, temos ainda uma versão surround do compressor.

Por outro lado, a Cakewalk continuou a desenvolver alguns outros plug-ins. Mas pelo caminho foram ficando boas adições, frutos de acordos com terceiros que a empresa não terá renovado. Claro que, para quem tiver se mantido cliente fiel da Cakewalk, as diferentes parcerias que a empresa foi estabelecendo ao longo do tempo frutificam em plug-ins que se mantêm de versão para versão (como os excelentes plug-ins da Sonic Timeworks que vinham incluídos na versão 2), mas aqueles que só agora chegaram ao Sonar já não terão essa oportunidade.

Novo ainda é o fato de o Sonar poder eliminar os problemas de desvios de fase entre arquivos (DC Offset) nas novas gravações, bem como o fato de cada região de áudio poder ter plug-ins de processamento assinados de forma independente (além dos que estão processando no canal de áudio). Essa funcionalidade era exclusiva do Samplitude, que a Cakewalk imitou, e em boa hora – trata-se de uma adição bastante importante.

O VST já era suportado desde a versão 3, graças à presença do VST Wrapper. Nesse aspecto, devemos salientar que o suporte VST está agora mais integrado (continua a ser através do VST Wrapper, mas, em vez de esse se apresentar como uma aplicação separada, passou a fazer parte integrante do Sonar, então podemos dizer que o suporte VST é agora direto).

Além disso, temos agora uma função freeze tanto de pistas quanto para efeitos e sintetizadores. A função Quick Unfreeze permite alternar rapidamente entre a versão normal (com os instrumentos virtuais e/ou efeitos, por exemplo) e a função já gravada, para comparação.

Por fim, foi ainda adicionada uma funcionalidade que apelará, essencialmente, aos criadores de trilhas sonoras – a possibilidade de fazer sair o sinal de vídeo através de periféricos FireWire, per-mitindo assim visionar filmes com alta qualidade e um gasto mínimo em termos de processamento.

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