Desde que a Sony entrou no mundo da edição não linear e do software de gravação e edição musical através da aquisição da inovadora empresa Sonic Foundry, reconhecida mundialmente por programas como Sound Forge, Acid e Vegas, que esses programas de nível médio/alto passaram a estar disponíveis para todos, desde os amadores e entusiastas até os profissionais. No entanto, a nova divisão Sony Media Software enfrenta concorrentes de peso no mercado, como a Adobe, com o atual pacote Production Studio 2, em que se inclui o remiere Pro 2, um programa com funcionalidades profissionais para edição de vídeo, o Encore, para authoring de DVD, e o Audition, para gravação, mistura e finalização de áudio.
Outros concorrentes estão perseguindo ativamente o mercado das aplicações domésticas, como a Avid, com seu Pinnacle Studio, a Canopus, com o Let’s Edit, ou a Ulead, com seus VideoStudio e MovieFactory, enquanto outros fabricantes possuem soluções mais direcionadas para o mercado profissional. É, por isso, pertinente perguntar e a Sony conseguirá impor seu padrão como fabricante de software nesse competitivo mercado. A resposta a essa e outras perguntas está sendo dada com a nova geração de programas como o Vegas 6, anunciado praticamente ao mesmo tempo que o lançamento do Cinescore.
“It’s a Sony”
Esse slogan, mais do que um símbolo comercial de marca, tornou-se também indicativo de um tipo de equipamento que durante uma época fez parte do imaginário do consumidor final: televisões, aparelhos e vídeos que grande parte de nós tem em casa. No entanto, os computadores passaram também a ser um dos principais “eletrodomésticos”, não só usados em funções profissionais, mas também como centros de entretenimento para toda a família. Com o advento dos gravadores de DVD, poder passar os filmes “caseiros” para o computador, editá-los, criar menus e finalizar o disco de modo a poder mostrá-lo à família ou a amigos foi outro passo gigantesco no mundo do entretenimento doméstico. E é nesse campo que a Sony também se mexe hoje em dia, além das ambições que seus programas têm no mercado profissional.
A liberalização do PC, cada vez com maior potência de processamento, os discos rígidos, com cada vez maior capacidade e a possibilidade de, através de software, fazer todo o trabalho que até há pouco tempo só era possível de fazer com grandes verbas e em espaços próprios (estúdios e afins), trouxeram para o usuário doméstico a capacidade de fazer tudo isso em seu PC. Mas o problema é que, se para os profissionais a direção e outros métodos que igualmente fazem parte da realização de um filme não são problemáticos, para o usuário mais comum saber montar um plano e colocar corretamente uma música que aumente o suspense ou transmita qualquer outra emoção, no lugar certo da montagem, já não é coisa fácil. A Sony, tendo isso em mente, e também com a experiência adquirida com programas como o Acid, o Sound Forge e o Vegas, todos direcionados para o mercado profissional da edição de áudio e vídeo, mas com versões reduzidas para o mercado doméstico, lançou um conceito no mercado: com o vídeo já editado e disponível no computador, podemos ainda cortá-lo, editar a faixa de áudio associada e depois adicionar música.