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ARRI atualiza as câmeras Alexa com o Software Update Packet (SUP) 3.0

21/03/2011 - Cinema

A ARRI Alexa poderá não ser neste momento uma das câmeras digitais mais baratas, comparativamente às alternativas da Red ou à novíssima (e muito econômica) Sony PMW-F3. Mas, a verdade é que as Alexa estão sendo vendidas em um ritmo impressionante, sobretudo entre muitas produtoras que ainda usavam câmeras de 35mm. Os motivos explicam-se pelo fato de as Alexa serem construídas como tanques, exatamente como as câmeras de película da marca, sendo suportadas por um programa contínuo de melhorias e atualizações, que caracterizam realmente as possibilidades de um equipamento digital profissional. Para provar esse suporte ao mercado, as Alexa podem agora receber a atualização de software 3.0 que introduz muitas e importantes novidades.

A marca alemã ARRI acaba de lançar a mais recente versão de software para a sua família de câmeras digitais Alexa -– que a marca caracteriza sempre com um sistema e não simplesmente com um produto. Através do novo Software Update Packet (SUP) 3.0, as Alexa ganham mais uma vez importantes funcionalidades e melhorias, baseadas numa cuidadosa consulta a muitos profissionais de cinema e televisão que têm trabalho no campo com estas câmeras digitais.

Tal como a ARRI coloca as coisas, a Alexa é um sistema de câmera digital que permite produções em estilo cinematográfico equivalentes ao formato de 35mm, desenhada tanto para o mercado de cinema como de televisão. Para já, o sistema consiste em três câmeras e uma extensa gama de objetivas prime, zooms, acessórios e soluções de gravação.

Algumas das mais importantes funções desta atualização Alexa SUP 3.0 incluem a capacidade de reproduzir clips QuickTime, armazenados nos cartões de memória SxS PRO diretamente inseridos na câmera -– um dos pedidos mais frequentes dos utilizadores que muitas vezes registram material em ProRes, nestes cartões, como forma de obter de imediato material para edição e visualização, enquanto os arquivos, sem compressão, gravados em dispositivos externos, passam pelos obrigatórios processos de cópia e transferência para pós-produção.

Agora, é possível reproduzir os últimos takes diretamente no viewfinder da câmera ou através das várias saídas de sinal disponíveis, permitindo assim uma confirmação imediata do que foi registrado. As guias de enquadramento e informação de cada clip podem ser opcionalmente também visualizadas no viewfinder ou superimpostas na saída de sinal vídeo. Se para os técnicos de cinema mais habituados a película, este tipo de rotina não é tão habitual, esta capacidade era um requisito bastante discutido por equipes de produção habituadas a trabalhar com câmeras de vídeo convencionais.

Falando de visualização, a atualização das Alexa permite agora dispor de um novo modo de imagem no viewfinder, ainda mais suave para qualquer número de frames até 30 fps e com qualquer modo de obturador, eliminando assim o efeito de batimento que tradicionalmente se nota no viewfinder. Este é um modo opcional que pode ser ativado para tornar o trabalho do operador mais fácil, sobretudo em planos que envolvem panorâmicas rápidas ou sequências de ação dentro do enquadramento. Mais uma vez, algo que os operadores habituados à câmeras de vídeo solicitavam.

No departamento de áudio, esta versão 3.0 vem também trazer novidades, tal como a possibilidade de se gravar os canais de áudio em diferentes velocidades de frame, sendo o áudio embebido na saída SDI de imagem, o que proporciona um importante auxiliar de referência na produção.

Funções importantes de imagem
Por outro lado, a Alexa é agora capaz de memorizar alguns dos frames de referência produzindo assim imagens fixas de continuidade, iluminação ou referências de parâmetros de imagem, igualmente úteis em diversas situações. Essas imagens podem ser captadas e armazenadas nos cartões de memória SD da câmera em qualquer momento, com a câmera em standby, em gravação ou em modo de playback. As imagens fixas podem ser registradas em formato jpg, tif ou dpx.

No departamento de controle de imagem, esta atualização traz uma importante melhoria, ampliando agora a sensibilidade das Alexa para EI 3200, útil em situações de reduzidos níveis de iluminação. A nova série de índices de exposição inclui agora EI 160; EI 200; EI 400; EI 800; EI 1600 e EI 3200.

Também na área do processamento de cor, a ARRI mexeu nas Alexa, conseguindo melhorias de imagem importantes, tal como maior saturação de cor nas altas luzes e tons de peles melhorados com iluminação de tungstênio. Foram também adicionadas duas novas opções de controle de gamma. No novo modo Log C (com a matriz de filme ativada) obtém-se um resultado semelhante à latitude de um filme negativo digitalizado num sistema ARRISCAN; enquanto na posição DCI P3 o espaço de cor é equiparado ao do existente em projetores de cinema digital.

Ainda no departamento de controle de imagem, esta atualização de software vem permitir a verificação de falsa exposição de cor, mudando a imagem para preto-e-branco e atribuindo cores nas zonas onde os níveis específicos dos sinais cromáticos excedem os níveis, provocando clipping, permitindo também a verificação de desvios nos tons de pele ou cinzento médio abaixo de 18%.

Além disso é agora possível sobrepor duas linhas de enquadramento, dois retângulos definidos pelo utilizador, uma marca central e uma máscara de visão envolvente, diretamente sobre a imagem presente no viewfinder ou nas saídas de sinal, tudo ao mesmo tempo. Estas funções são especialmente úteis para produções onde se irão produzir versões finais em diferentes formatos de aspecto.

Respondendo também a uma das mais importantes funcionalidades em termos de processos de trabalho, as Alexa passam a oferecer, com esta atualização, um modo de saída de sinal HD-SDI 3G Single Link, permitindo obter um sinal 4:2:2 a 48, 50, 59.94 ou 60 fps, com apenas um cabo BNC, muito importante para situações onde se quer minimizar os cabos que interligam a câmera aos gravadores externos. Uma outra vantagem da versão 3.0 ,no que diz respeito a saídas HD-SDI, é a capacidade de incluir o sinal Variflag. Este tipo de indicador permite incluir informações sobre variações de velocidade, tal como 18 fps num sinal de 25 fps e é útil em gravadores que podem ler o sinal Variflag, evitando problemas posteriores na pós-produção.

Em termos de metadados, a nova versão transmite toda a informação auxiliar tanto nas saídas HD-SDI, como na saída T-Link HD-SDI ARRIRAW, sendo estes metadados também registrados nos arquivos QuickTime e nos arquivos FCP XML armazenados nos cartões SxS PRO.

Todas as novas câmeras Alexa fornecidas pela ARRI a partir de agora passam a vir com a versão 3.0 instalada e todas as câmeras existentes no mercado podem ser atualizadas para esta versão. A ARRI avisa apenas que os utilizadores estejam em plena produção para não atualizarem o software das suas câmeras, uma vez que as alterações aos modos de cor suportados podem originar alterações indes dejadas na colorimetria obtida.

www.arri.com
www.arridigital.com
www.eurobrastv.com.br
Distribuição: 21 2240-3399
Autor: João Martins

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