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Utah Scientific

Novo sistema de distribuição da Utah Scientific combina flexibilidade e economia

25/04/2012 - Mercado

A Utah Scientific, fabricante de roteamento e switchers, anunciou no começo de abril e revelou durante o NAB 2012, o lançamento do UTAH-100/UDS Universal Distribution System.

A fabricante mostrou seu novo sistema de distribuição de sinal que combina a flexibilidade de uma câmera digital com diversos rates, roteamento switcher e a economia de amplificadores de distribuição simples.

Segundo a empresa, esse sistema é baseado em módulos I/O com 16 portas interligadas por pontos de cruzamento permitindo que qualquer sinal de entrada alimente qualquer número de portas de saída. Os visitantes da NAB 2012 tiveram a chance de conhecer a novidade mais de perto.

Com desenho econômico é possível formar um quadro de até 4-RU alimentando assim até 144 portas de saída. O sistema é adequado para utilização em todos os tipos de operações de vídeo, incluindo as emissoras de televisão, produtoras e demais instalações.

A flexibilidade da unidade é estendida através do uso do premiado FLEX-I/O, sistema modular de I/O, que permite aos usuários selecionar o formato do sinal de cada porta a partir de uma gama de opções, incluindo vídeo analógico ou digital, DVI, HDMI, IP, streaming, entre outros.

Os UDS são controlados e monitorados através de uma interface web embutida que permite que às portas de saída serem atribuídas aos blocos que são alimentados por um sinal de entrada comum. Isso torna, segundo a empresa, mais simples a tarefa de alimentar um grande número de destinos com uma única fonte de entrada.

Painéis externos de controle do hardware e controles virtuais via Ethernet também podem estender a funcionalidade do sistema para os usuários locais e remotos, conforme necessário.

"O UTAH-100/UDS é um roteador switcher inserido dentro de um quadro DA. Uma nova abordagem ativada por alguns avanços recentes na tecnologia dos componentes", comentou Tom Harmon, presidente e CEO da Utah. "Nós estamos sempre procurando maneiras de aplicar os mais recentes avanços para dar aos nossos clientes as soluções mais rentáveis e confiáveis possíveis", completa.

O UTAH-100/UDS se junta a família de produtos da Utah, que inclui o quadro de distribuição UTAH-100/XFD Fiber Distribution Frame, que reúne até 16 canais de cabo coaxial para fibra e fibra-coaxial em um quadro compacto 1RU e o UTAH-100/XHDA High Definition Distribution Amplifier, um DA 3G com oito blocos que pode ser programado pela interface web para servir a dois, quatro, seis, ou oito saídas.

Planos para o Brasil
Estabelecida no mercado norte-americano, a Utah tem diversificado seus negócios através do globo. Entre os novos mercados, o Brasil está na mira da empresa. É o que afirma Rich Hadju, vice-presidente sênior, que visita o país periodicamente. "Somos novos no Brasil. Estamos aqui há apenas 1 ano, mas temos 35 anos de experiência no mercado internacional. Começamos nos EUA, mas nosso maior cliente é a Televisa, do México", comenta sobre a importância da busca de novos mercados e parceiros.

Sobre a escolha de investir no mercado brasileiro em vez do mercado chinês, Hadju aponta que o fato do Brasil estar mais perto dos EUA do que a China e a existência de empresas que desejavam ser parceiras da Utah foram fatos primordiais para essa escolha.

"Fizemos um acordo com os parceiros brasileiros , no caso a Video Systems me ajuda a vir ao Brasil três vezes por ano para evitar jogar apenas um catálogo na mesa do cliente. Se a gente não achar um parceiro forte na Índia, por exemplo, não iremos fazer negócios lá", comenta.

Kazuyuki Tsurumaki, diretor da Vídeo Systems, disse que vê o acordo com o Utah científico como uma excelente oportunidade para servir e expandir a sua base de clientes. "A Utah Scientific tem fornecido soluções de roteamento avançado e controle mestre para emissoras de todo o mundo, e estamos orgulhosos de representá-los no Brasil", comentou Kazuyuki.

Hadju, porém, expõe que alguns "gargalos do crescimento" podem atrapalhar na consolidação da empresa no Brasil. "As emissoras em São Paulo e Rio de Janeiro já foram transportadas para o universo HD, mas se você for para o interior, como Santos, a rede é analógica, não digital. Muitas afiliadas em cidades pequenas ainda possuem modelos que já foram superados. Alguns centros de transmissão já deveriam ser digitais, uma vez que, em breve, todos os canais brasileiros serão digitais, mas o preço alto ainda evita a compra e manutenção do equipamento para a operação".

Este exemplo citado por Hadju não é um problema exclusivamente brasileiro, sendo encontrado em emissoras pequenas de algumas cidades nos Estados Unidos que não conseguiram se modernizar devido a diminuição do valor do patrocínio pago pelas empresas locais.

Outra crítica de Hadju é sobre os impostos e a complicação de se embarcar um equipamento para o Brasil. "É complicado fazer negócios no Brasil, mas eu acho difícil ficar mais complicado do que já está. Em termos políticos, acho difícil ocorrer uma grande mudança. As pessoas no Brasil assistem televisão independentemente da classe social. Se a economia estiver bem eles vão comprar TVs, mas se caso a economia estiver indo mal, eles não deixarão de assistir televisão. Analisando de uma forma geral o momento que o país atravessa, nos temos planos de continuar fazendo negócios aqui", finaliza.
Autor: Max Fischer

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